Formação de partículas e encapsulamento à alta pressão

                 Os processos de formação de partículas em meio supercrítico visam modificar propriedades físico-químicas de compostos bioativos, de interesse para as indústrias de alimentos, química e farmacêutica, possibilitando maior aplicação industrial dos mesmos e alcançando maior biodisponibilidade. Para tanto, utilizam-se três diferentes abordagens: micronização, coprecipitação e cocristalização.

             A micronização promove o aumento da solubilidade e taxa de dissolução dos compostos por meio da redução do tamanho de partícula e aumento da área superficial efetiva. Modificações na estrutura cristalina das substâncias também podem ocorrer no processo, contribuindo para o aumento da solubilidade.

         Aliada aos benefícios da micronização, a coprecipitação de compostos bioativos e polímeros propicia maior proteção contra agentes externos, além da liberação controlada dos compostos.

            A cocristalização, por sua vez, faz uso da formação de forças intermoleculares entre um composto ativo de interesse e um coformador, para alcançar propriedades físico-químicas intermediárias entre as propriedades dos dois compostos isolados.

         As diferentes técnicas empregadas para formação de partículas empregam o fluido supercrítico como solvente, como soluto ou ainda como antissolvente, e apresentam vantagens sobre as técnicas convencionais como fácil controle do tamanho e distribuição de tamanho de partículas, obtenção de produtos livres de solvente e possibilidade de operação em condições amenas de processo, que minimizam a ocorrência de degradação dos compostos bioativos.