Polimerização e Impregnação em meio supercrítico

                     A necessidade de se desenvolver processos limpos que possibilitem a obtenção de produtos livres de resíduos tóxicos, tanto para aplicação na área farmacêutica quanto alimentícia, possibilitou que processos de polimerização mediados por enzimas se tornassem atrativos. Enquanto processos tradicionais de polimerização utilizam como catalisador compostos metálicos tóxicos que podem deixar resíduos nos produtos e contribuir para a poluição ambiental, as enzimas são consideradas ecologicamente corretas. Além disso, atuam em condições brandas de temperatura e são biocompatíveis. Polímeros biocompatíveis, biodegradáveis e bioreabsorvíveis como a policaprolactona, são empregados na obtenção de nanoesferas, nanofibras, foamings (espumas), malhas e scaffolds (andaimes) com aplicações nas indústrias alimentícia, farmacêutica e biomédica. Fluidos supercríticos ou pressurizados podem ser facilmente separados do produto final por despressurização do sistema e por isso podem ser reutilizados no processo. Desta forma, dentre as linhas de pesquisa do LATESC está a produção de poliméricos por via enzimática em alta pressão.